Mulher-Maravilha: Feminismo e mitologia grega numa odisseia épica

Depois do seriado protagonizado por Lynda Carter e antes do filme live-action com Gal Gadot, a Princesa Amazona estrelou uma aventura no Universo Animado da DC Comics. Dirigido por Lauren Montgomery (A Morte do Superman) e com roteiro de Gail Simone (Mulher-Maravilha: O Círculo), o longa Mulher-Maravilha (“Wonder Woman”, título original) conta as origens da Princesa Amazona, apresentando uma aventura repleta de figuras icônicas da mitologia grega e questionamentos sobre a relação entre homens e mulheres.

Séculos após derrotarem Ares, o Deus da Guerra (Alfred Molina, de Homem-Aranha 2) em uma batalha pela liberdade, as amazonas viveram afastadas da “terra dos homens” em Themyscira, tendo como único propósito manter o vilão numa prisão, a pedido de Zeus. Porém, isso começa a mudar quando o piloto Steve Trevor (Nathan Fillion, de Castle) cai com sua aeronave na Ilha Paraíso, trazendo todos os novos problemas do “Mundo do Patriarcado”, os vários defeitos que as afastaram da humanidade e a distração que o antagonista precisava para escapar.

O filme mantém a origem de Diana como um bebê de barro que ganhou vida como presente dos deuses a Hipólita. (Foto: DC Comics)

O filme mantém a origem de Diana como um bebê de barro que ganhou vida como presente dos deuses a Hipólita. (Foto: DC Comics)

Criada para ser a mais imbatível entre as amazonas, Diana Prince (Keri Russell, de Planeta dos Macacos: O Confronto) sente-se no dever de ir ao mundo exterior para recapturar Ares, contrariando a vontade de sua mãe, a Rainha Hipólita (Virginia Madsen, de Evocando Espíritos). No entanto, mesmo equipada com seus braceletes e o Laço da Verdade, a Mulher-Maravilha precisará se aliar ao mortal Steve Trevor para realizar sua missão, desbravando os Estados Unidos e confrontando a crueldade e imoralidade de seus habitantes.

Lançada em 2009 e com 1h13min de duração, a animação remete à Grécia Antiga com a presença de figuras mitológicas como Zeus, Hera, Hades, Perséfone, Deimos (um dos filhos de Ares e Afrodite) e o cachorro de três cabeças Cérbero – todos também aparecem nas histórias em quadrinhos. Além disso, Wonder Woman traça críticas ao comportamento impertinente do homem, à forma como as meninas são ensinadas a não competir fisicamente com os garotos e ao modo como as mulheres usam sua feminilidade como barganha na sociedade moderna.

Como Diana Prince, Mulher-Maravilha mostra que sabe se cuidar e não é uma donzela indefesa. (Foto: DC Comics)

Como Diana Prince, Mulher-Maravilha mostra que sabe se cuidar e não é uma donzela indefesa. (Foto: DC Comics)

Com alguns elementos que retornam na superprodução de 2017, Mulher Maravilha entrega uma verdadeira odisseia bem construída e acerta no teor adulto empregado nas piadas e nos diálogos – visto em outros filmes animados da DC. Destaque para a referência à “Embaixadora de Themyscira” e à cena final com a Mulher-Leopardo.

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Henrique Almeida

Henrique Almeida

Jornalista formado pela FIAM (Faculdades Integradas Alcântara Machado) em 2013. Atuou na redação dos portais Pensamento Verde e Mundo Carreira. Fundador do Boletim Nerd, realizou a cobertura dos eventos Comic Con Experience, Brasil Game Show e Campus Party e do lançamento de Star Wars: O Despertar da Força, Capitão América: Guerra Civil e Batman vs Superman: A Origem da Justiça.

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